Metrô lotado às 18h35 de uma quinta-feira. As pessoas já estão animadinhas porque o fim-de-semana bate à porta dos desesperados. Dois homens se despedem de uma colega de trabalho:
Fulano: - Já vai? Não vai pra Pavuna hoje não?
Sicrana: - Não, hoje vou ficar por aqui mesmo…
Fulano (tentando lançar um olhar sedutor): - Hummm então vou com você! Me leva?
Sicrana: - Vou descer aqui no Estácio, vou pra casa do meu namorado…
Beltrano: - Ah é? Vê se vai pro trabalho amanhã, hein!
Sicrana: - Amanhã não vou não, vou no sábado.
Fulano: - E sábado então, vamos pro pagode, né?!
Mulher sai do metrô soltando risinhos pro coleguinha.
Fulano: - Ela já tá namorando de novo?
Beltrano: - Tá, tá, é um cara desse tamanho (apontando pro teto do metrô).
Fulano: - Pqp, que vagabunda!
Beltrano: - Ah, que é isso, também não é assim…
Fulano: - É assim, sim! Nunca vi, não pára quieta um minuto, tá sempre com alguém, não sossega!
Beltrano: - Ah, isso é… Mas não tem nada a ver, o que ela pode fazer se tem talento?
Fulano: - Talento? Ela gosta é muito, isso sim. Ah, como gosta!
Beltrano: - Ah, deixa ela, coitada!
Fulano: - Sério, não tenho coragem de ter mulher assim não, imagina! Homem pode ser galinhão, mulher não, mulher tem que se dar o valor! Homem pode, mulher não!
Beltrano dá um sorriso forçado e não fala mais nada.
“Há duas coisas infinitas: o Universo e a tolice dos homens.”
Albert Einstein

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